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Aprendizagem socioemocional na aula de inglês

Aprendizagem Socioemocional na aula de inglês: um estudo de caso

Sabemos da importância da aprendizagem socioemocional para o bom desenvolvimento acadêmico dos alunos e preparação para os desafios do Século XXI. Criar espaços para exercitar a gestão de conflitos, o autoconhecimento, a reflexão, o pensamento crítico e a colaboração é fundamental. Pensando nisso, nós, da equipe pedagógica do Edify, olhamos com cuidado e atenção para a aprendizagem socioemocional na aula de inglês.

Com esses objetivos em mente, percebemos a necessidade de apoiar os professores e instrumentalizá-los para aprofundar sua percepção no que diz respeito à aprendizagem socioemocional e fortalecer boas práticas para contribuir com o desenvolvimento das habilidades e competências socioemocionais em sala de aula.

A equipe acadêmica do Edify tem fomentado pesquisas e debates envolvendo a temática. Dessa forma, preparamos atividades que visam fomentar o desenvolvimento de todas essas habilidades e ao mesmo tempo exercitar a língua inglesa. As propostas elaboradas baseiam-se na BNCC e nas competências de  CASEL

Na sala de aula Edify, os alunos são encorajados a expressar suas opiniões e praticar sua capacidade argumentativa, reconhecer diferentes perspectivas e ampliar suas interações de forma positiva e responsável. 

Recentemente, desenvolvemos um projeto piloto com algumas turmas do Ensino Fundamental — Séries Iniciais, de escolas parceiras, que trouxe significativas reflexões para nossa equipe pedagógica sobre a educação socioemocional e gostaríamos de compartilhar com vocês.

A partir das observações das interações entre alunos e professores em sala de aula, identificamos aspectos a serem analisados, tais como a intencionalidade pedagógica para desenvolver a aprendizagem socioemocional na aula de inglês, os relacionamentos em sala de aula, motivação e envolvimento dos alunos.

Como atribuir intencionalidade na sala de aula para promover a aprendizagem socioemocional?

É fundamental uma mudança de paradigma e incorporar estratégias de aprendizagem mais abrangentes e flexíveis, que considerem o aluno em sua integralidade e instaure uma reflexão investigativa sobre a dinâmica da sala de aula, oferecendo oportunidades para dinâmicas colaborativas, trabalhos em equipe e também vivências que auxiliem na organização, no foco, na determinação e na persistência. 

Como apoiar os alunos/professores na construção de relacionamentos mais positivos em sala de aula?

Bem estar e saúde mental do professor são essenciais para manter uma atmosfera saudável. É essencial uma rede de apoio para compartilhar experiências, inovações e práticas, estratégias e suporte pedagógico para enfrentar as demandas do cotidiano escolar.

Como engajar os alunos e favorecer o seu desempenho acadêmico? 

É fundamental exercitar o diálogo e ouvir os alunos, dar vez e voz aos educandos. Ampliar a comunicação e estimular os alunos a se expressarem, a participarem mais ativamente das aulas e a falarem abertamente sobre o que pensam e como se sentem. Assim, o aluno se sente mais conectado com o que está sendo ensinado e vê sentido em contribuir e participar das propostas.  Promover atividades que favoreçam o acolhimento e a aproximação do aluno, tais como dinâmicas de autoconhecimento e de percepção do outro é uma estratégia eficaz. 

Conhecendo um pouco mais sobre a experiência de aprendizagem socioemocional na aula de inglês

Num primeiro momento realizamos uma dinâmica de sensibilização com os professores para explorar aspectos relevantes da aprendizagem socioemocional. Os educadores foram convidados a refletir a respeito, compartilharam suas crenças, conheceram conceitos e vivenciaram práticas de mindfulness que podem ser replicadas em sala de aula.

A seguir, aplicamos um questionário de diagnóstico inicial para que os professores avaliassem as interações relacionais positivas entre os alunos, o interesse e o envolvimento deles nas atividades, as atitudes comportamentais positivas, o reconhecimento e manejo das emoções em sala de aula diante de situações de conflito, frustração, ansiedade, alegria ou tristeza e o foco na realização das tarefas.

Após esse momento, compartilhamos com os professores atividades específicas para o desenvolvimento da aprendizagem socioemocional na aula de inglês. Cada uma dessas propostas continha intenções pedagógicas específicas, baseadas nas competências de Casel e na BNCC, e instruções detalhadas sobre como aplicá-las, tais como materiais utilizados, duração, flexibilização para aulas presenciais e remotas.

Numa das atividades, os alunos foram desafiados a criar um mascote para a turma. Tiveram a oportunidade de dialogar e refletir sobre aspectos que caracterizavam o grupo e exercitaram o pertencimento, o respeito, o autoconhecimento, a cooperação, a escuta ativa, o pensamento crítico e a criatividade. O objetivo da proposta foi estabelecer conexões, fortalecer vínculos e possibilitar uma referência concreta para que os alunos expressassem suas emoções ao longo do ano letivo. 

Outra atividade relevante foi a criação de um mini livro sobre atitudes positivas para interações sociais. Os alunos revisaram expressões e palavras “mágicas” e práticas de boas maneiras em situações contextualizadas. Mais do que ampliar o repertório linguístico, o objetivo da proposta era conscientizar os alunos sobre a importância da construção de relacionamentos positivos através de atitudes e expressões apropriadas que favorecem as interações sociais no ambiente escolar e em diferentes contextos.

Uma outra atividade desenvolvida instigou os alunos a refletir sobre diversas maneiras de exercitar a compaixão, a generosidade e também orientá-los para se tornarem cidadãos pró-sociais. Os educandos foram capazes de compreender e colocar em prática comportamentos pró-sociais específicos, tanto em casa, quanto em sala de aula, tais como: arrumar a sala, usar expressões de cortesia, oferecer ajuda, sorrir, esperar a vez, segurar a porta para alguém passar, etc.

Ao acompanhar o projeto, percebemos o engajamento dos alunos em diversos momentos, como quando espontaneamente solicitaram aos professores para criar um jogo de tabuleiro com peças e casas envolvendo as emoções e situações contextualizadas, ou ainda quando nas férias confeccionaram uma agenda para o mês de agosto de atos de generosidade e bondade a serem feitos em casa e na escola. Ao retornar às aulas, os alunos compartilharam o que tinham cumprido na agenda criada e pediram para dar continuidade na escola. 

Além do acompanhamento das atividades e da análise dos questionários, também fizemos uma entrevista com os professores participantes ao final do projeto. Na conversa, conseguimos:

  • Colher as impressões espontâneas dos educadores acerca da experiência vivenciada;  
  • Verificar como os professores percebem a possível influência de seu estado de espírito na atmosfera da sala de aula e sua capacidade de identificar situações que também interferem no dia a dia e como se antecipar/preparar para lidar adequadamente com elas;
  • Mensurar o engajamento dos alunos nas propostas apresentadas e a percepção das estratégias que os educadores lançaram mão para promover maior participação em sala.

Impressões dos professores

Os professores participantes do projeto trouxeram falas relevantes que compartilhamos aqui:

“O mais impactante nessa experiência foi perceber como as atividades desenvolvidas possibilitam explorar as relações e como isso impacta na sala de aula”

“Pra mim, aprendizagem socioemocional é saber lidar com as emoções e aprender a se relacionar de forma mais harmoniosa”

“As estratégias que usei em sala de aula para envolver os alunos foram muito diálogo, conversa, apoio, demonstrando outras escolhas e alternativas que eles podiam lançar mão para solucionar os conflitos”

“O engajamento dos alunos durante as experiências vivenciadas no projeto foi muito positivo. Eles se mostraram abertos e gostaram de realizar as propostas”

“Os materiais que usamos em sala de aula já trazem oportunidades para trabalhar aspectos da aprendizagem socioemocional, especialmente o New Magic Minds. Tem aquela parte de autoavaliação. Dá vez e voz para os alunos se colocarem e perceberem o que sentiram, o que mais gostaram”

“Percebo que a aprendizagem socioemocional traz uma percepção maior de si e do outro”

“O papel do professor na aprendizagem socioemocional é mediar, apoiar e incentivar”

“A aprendizagem socioemocional amplia o nosso olhar. Traz mais conhecimento e pode dar mais segurança ao professor em sala de aula”

Ao analisar as atividades desenvolvidas e acompanhar o envolvimento dos alunos com as propostas, notamos que experiências como essa, contribuem para uma prática educacional que faz da sala de aula um espaço amplo de aprendizagem e troca, que estimula alunos e professores a exercitar a escuta ativa, a criatividade, o compartilhamento de experiências, a colaboração, o respeito, o autoconhecimento, a consciência social, a autoconfiança, a regulação das emoções e a tomada de decisão responsável.

Agora que você já conferiu este estudo de caso sobre a aprendizagem socioemocional na aula de inglês, conheça também outras tendências para a sala de aula. Clique no banner abaixo e faça o download do nosso Mapa de Tendências!

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Jucymar Boccazio e Marcela Tavares Ribeiro

Jucymar Boccazio é mentora pedagógica e formadora de professores no Edify Education. Graduada em Letras (Português / Inglês) pela PUC/RJ e especialista em Educação Infantil e Neurociência Pedagógica pela AVM, possui também o certificado Train the Trainer, expedido pela Universidade de Cambridge e atualmente está cursando Metodologias e Práticas para a Educação Bi/Multilíngue pelo Instituto Singularidades. Há mais de 20 anos desenvolve pesquisa e produção de conteúdo pedagógico na área de ELT e bilinguismo. É a editora responsável pela série Shake It, produzida pela Learning Factory para crianças de 2 e 3 anos. Marcela Tavares Ribeiro, Coordenadora Pedagógica Sênior. Formada em Pedagogia, MBA em Gestão de Pessoas e Pós-graduanda em Metodologias e Práticas para Educação Bi/ Multilíngue

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