Saltar para o conteúdo
Imagem em formato de desenho com uma mulher ajudando uma criança a empilhar blocos.

BNCC: entendendo os conceitos de competência e habilidade

As competências e habilidades presentes na BNCC, a Base Nacional Comum Curricular, são diretrizes que têm como principal objetivo o desenvolvimento uniforme e pleno de todos os estudantes, regulamentando o currículo com propostas de aprendizagens fundamentais e essenciais no âmbito educacional.

Certamente, é um dos documentos mais importantes e desafiadores da educação no país, que provocou transformações profundas na educação básica. Apresentando a abordagem de dez conceitos gerais, esse conjunto de orientações procura consolidar o direito ao acesso à aprendizagem.

Compreender seus princípios é crucial para que as práticas sugeridas sejam aplicadas de forma eficiente no contexto pedagógico, dentro e fora da sala de aula. Desde a sua criação, em 2014, os currículos têm mudado e se adaptado, tanto no sistema público quanto no privado.

Vamos, então, conversar um pouquinho sobre o que são competências, habilidades e os conceitos-chave que norteiam toda a base curricular?

Competência e habilidade na BNCC: o que são?

Entender bem esses dois conceitos pode parecer um pouco desafiador, porém, por meio de um exemplo simples, podemos inferir, ainda que superficialmente, sobre o que se trata cada área para podermos nos preparar para trabalhar na aplicação adequada de cada uma delas.

Por exemplo, você já pegou carona com alguém que conseguia trocar as marchas e se orientar no trânsito, mas que não era um bom motorista? Ou, você ficou com uma sensação de não conseguir explicar por qual motivo essa pessoa não dirigia bem, já que ela conseguia realizar as funções básicas do veículo? Percebeu que algo faltava, mas não conseguia explicar exatamente o quê?

Basicamente, essa pessoa tem a habilidade de trocar as marchas, de usar os espelhos, mas ainda falta algo para ter a competência de ser um bom motorista. Se ela praticar suas habilidades constantemente, pedir dicas a amigos e ler sobre o assunto, muito provavelmente chegará ao seu objetivo.

Resumindo bem a diferença entre um conceito e outro, seria o seguinte: a competência é mais subjetiva e pessoalenquanto a habilidade é algo mais prático e tangível. Sendo assim, é por meio do exercício de habilidades específicas que chegamos a desenvolver uma competência.

Nesse assunto, as referências são Philippe Perrenoud, doutor em Sociologia e Antropologia e professor da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Genebra – em uma entrevista concedida durante uma de suas visitas ao Brasil, o estudioso falou sobre suas considerações acerca da Educação em nosso país. Além disso, é claro, o próprio documento é um referencial.

Competências gerais: conceito e prática

Quando o assunto são as dez competências gerais da BNCC, precisamos nos certificar de que elas cheguem à sala de aula. E para que isso aconteça, primeiramente, é necessário entender o que cada uma delas postula, para daí, então, traçar estratégias eficazes. Com base nas premissas estudadas, a equipe pedagógica pode agir de forma mais precisa, garantindo que as ações propostas sejam implementadas e que os alunos pratiquem habilidades que os levarão aos resultados esperados.

Um bom exemplo é como abordar a noção geral número nove, que trata de empatia e cooperação. Para os professores, fica bastante abstrato e complexo se perguntar “Como se ensina empatia?”. Porém, ao tornar o questionamento mais amplo, como “Quais habilidades posso abordar com meus alunos para que eles desenvolvam empatia?”, o trabalho se torna mais fácil e alcançável.

De forma resumida, as habilidades são os degraus que nos levam à construção das competências e devem ser trabalhadas ao longo da trajetória dos alunos na educação básica, permeando vários componentes curriculares. O documento elaborado pelo Ministério da Educação, postula as seguintes áreas:

  • conhecimento;
  • pensamento crítico, científico e criativo;
  • repertório cultural;
  • comunicação;
  • cultura digital;
  • trabalho e projeto de vida;
  • argumentação;
  • autoconhecimento e autocuidado;
  • empatia e cooperação;
  • responsabilidade e cidadania.

Por meio da aplicação dinâmica de cada item acima, pode-se esperar que a escola tenha múltiplos benefícios, como o trabalho com habilidades socioemocionais, algo importante no desenvolvimento de cidadãos ativos e participantes da sociedade. E como garantir que haja uma aplicação concreta e efetiva do que é proposto?

Metodologias ativas no contexto educacional

Abordagem baseada em projetos, design thinking, gamificação, sala de aula invertida e mais. Esses termos têm se tornado cada vez mais populares e presentes na prática pedagógica de muitas instituições. Tal inclusão está sendo adotada por um bom motivo, os resultados obtidos são excelentes.

A instituição de metodologias ativas permite que os alunos trabalhem com grande parte do conteúdo instituído (quando não todo), possibilitando estudos plurais, completos e dinâmicos durante toda a trajetória escolar.

No que tange ao ensino de língua inglesa, as adaptações feitas pelas escolas incluem a adoção de ferramentas que abordem modos ativos de trabalhar os conceitos gramaticais, linguísticos e sociais. Um exemplo disso são os nossos programas que colocam os alunos como os protagonistas do seu percurso de aprendizagem.

Com o Edify, sua escola tem acesso a programas que são a mídia pela qual são criados ambientes que proporcionam a construção de uma base linguística sólida, que inclui maneiras transformadoras de explorar a criatividade e os aspectos socioemocionais das crianças, além de ser alinhado com o que as diretrizes educativas propõem.

Introduzir os conceitos e premissas da BNCC no ensino de Língua Inglesa colabora para o foco da função social e política do inglês, favorecendo uma educação linguística consciente, crítica e voltada para interculturalidade. Esse trabalho insere os estudantes no contexto globalizado e plural, dando ferramentas de engajamento e participação que contribuem para a interação e mobilidade em diversas situações e contextos.

Construção da autonomia na Educação Básica

Como sociedade e nação, adotar um documento como a base nacional comum curricular é mais uma estratégia na busca pela construção e desenvolvimento da autonomia dos nossos alunos, a fim de que a escola seja um ambiente de experiências de vida. Por ser dividido e propor competências e habilidades no Ensino Fundamental, Médio e até mesmo no Infantil, as escolas têm acesso a práticas diversificadas e contextualizadas.

É dessa forma que garantiremos a formação de indivíduos que sejam cidadãos ativos e seres humanos que gozam de saúde física e mental, sendo capazes de triunfar na diversidade e atuar como agentes de melhora social para todos.

Se você quer saber mais sobre o assunto e entender como inserir e instrumentalizar sua escola para atuar de acordo com as abordagens mais atuais e efetivas, continue lendo o nosso blog. Trazemos informações relevantes e necessárias sobre o cotidiano educacional brasileiro.

Saiba mais com o Edify

Referências bibliográficas:

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular, 2017.

Compartilhe esse texto!

Assine nossa newsletter e fique por dentro de mais conteúdos relevantes sobre educação!

Veja textos relacionados:

ANEC e Edify juntos pela educação inovadora

A ANEC, Associação Nacional de Educação Católica do Brasil, é uma instituição brasileira, sem fins lucrativos, que preza pela excelência na educação promovendo pesquisas científicas e práticas que contribuem para a formação de cidadãos integrais…