Design Thinking para a Educação: o que é e como aplicar?
Educação
seg maio 25
Márcio Pantoja
Márcio Pantoja

Márcio Pantoja

Pós-graduando em Metodologias e Práticas para Educação Bi/Multilíngue (Instituto Singularidades), possui graduação em Letras Língua Inglesa. Márcio é coordenador pedagógico da Spot Educação. Além de ser professor de inglês há 15 anos com vasta experiência em diversos contextos, é formador de professores. Possui entre outros, os certificados CAE e CELTA, ambos da Universidade de Cambridge. Foi por duas vezes bolsista CAPES/FULBRIGHT fazendo cursos de desenvolvimento profissional em universidades norte americanas. Foi presidente do BRAZ-TESOL Belém Chapter. Gosta muito de estudar, aprender e desenvolver suas práticas pedagógicas para contribuir com um mundo melhor através do poder transformador da educação.

Márcio Pantoja

Design Thinking para a Educação: o que é e como aplicar?

  • O que é  Design Thinking?

O conceito de Design Thinking surgiu dentro da área de design, mas pode ser facilmente aplicado a diversas áreas de conhecimento, inclusive a educação. Um dos grandes defensores desta abordagem é o fundador da empresa IDEO e criador da Stanford d.school, David Kelley, assim como seu colega de trabalho Tim Brown, atual CEO da IDEO. Tim Brown conceitua o Design Thinking como “uma abordagem antropocêntrica para inovação, que usa ferramentas dos designers para integrar as necessidades das pessoas, as possibilidades da tecnologia e os requisitos para o sucesso dos negócios”. 

Em outras palavras, Design Thinking é uma abordagem para se tentar resolver algum problema buscando soluções criativas com o foco centrado no ser humano por meio do processo interacional das pessoas envolvidas com o intuito de impactar positivamente a realidade da comunidade. 

  • Vamos conhecer quais são as características do Design Thinking?

1. Foco centrado no ser humano 

Ter empatia e afetividade por todos os agentes envolvidos no processo de busca pela resolução do problema identificado é essencial. No âmbito escolar, esses agentes podem ser estudantes, professoras(es), funcionários, família e gestores. Entender a motivação e o papel de cada indivíduo é crucial para o processo de busca por soluções.

2. Colaboração

Trabalhar em equipe de forma colaborativa é muito mais eficaz porque haverá uma maior quantidade de ideias e sugestões envolvida no trabalho para se encontrar soluções. Além disso, a colaboração empodera os alunos, estimulando-os a serem mais independentes, a desenvolverem o pensamento crítico e aprenderem a escutar as ideias, opiniões, críticas e sugestões dos demais membros da equipe.

3. Experimentação

Errar está intrinsecamente ligado ao processo de aprendizagem. Quer maneira melhor do que aprender com os erros? No Design Thinking os erros são mais do que bem-vindos porque eles possibilitarão aos envolvidos no processo uma excelente oportunidade de experimentar hipóteses e ideias para ver se elas funcionam ou não. Afinal de contas, é sabido que nós aprendemos fazendo, não é mesmo?

Agora que já vimos o que é Design Thinking e quais são as características dessa abordagem, vamos conhecer quais são os passos para implementá-la na sua escola?

Fonte: Design Thinking para Educadores.

Passo 01: Descoberta

Identificar e entender o problema a ser resolvido para que se tenha uma visão global do mesmo. Portanto, deve-se ouvir as pessoas que enfrentam a situação para compreender o que está acontecendo e entender as necessidades. Ter empatia nesta fase é primordial.

Passo 02: Interpretação

Analisar os dados coletados no passo 01 de maneira colaborativa para que se tenham várias percepções acerca do desafio a ser resolvido. É importante ressaltar que todos os agentes envolvidos compartilhem seus pontos de vista sobre os dados coletados na fase de Descoberta para uma compreensão global da situação a ser enfrentada nos próximos passos. 

Passo 03: Ideação

Gerar muitas ideias a partir do processo de “brainstorming” tempestade de ideias com a colaboração de todos os envolvidos no processo sem a exclusão de nenhuma ideia porque neste passo o essencial é ter bastante propostas para vislumbrar possibilidades múltiplas de resolução do entrave.

Passo 04: Experimentação

Criar modelos de possíveis soluções para dar vida às melhores ideias. É uma maneira de validar tudo o que foi feito e discutido na fase anterior. Neste momento, algumas soluções são colocadas em prática para testagem e aprimoramento. Saber ouvir as críticas e sugestões para melhorar o que foi proposto é crucial.

Passo 05:  Evolução

Desenvolver a solução para o problema é o último passo do processo. É indispensável o planejamento, a avaliação e o aprimoramento do projeto porque a aprendizagem é contínua. Desta maneira, as pessoas envolvidas sempre buscarão novas possibilidades para gerenciar o problema de maneira colaborativa.

Vamos experimentar?! 

Agora que você já sabe o que é, quais as características e quais os passos para se  implementar o Design Thinking, você acha que é possível aplicar o que foi visto aqui no seu ambiente escolar? Experimente, teste, avalie, crie, recrie, busque soluções e compartilhe conosco, pois será um prazer ter a sua experiência publicada em nosso blog porque #WeOnlyEdifyTogether

Alguns recursos para você conhecer um pouco mais sobre Design Thinking:

Assista no YouTube o Ted Talk com David Kelley:

Assista no YouTube o Ted Talk com Tim Brown:

Faça o curso Design for Innovation gratuitamente na plataforma coursera.

Faça o download gratuito do Kit completo de Design Thinking para Educadores.

Referências:

Brown, Tim. Design Thinking. Uma Metodologia Poderosa Para Decretar o Fim das Velhas Ideias. 1. Ed. São Paulo: Elsevier, 2010.

Design Thinking para Educadores. Tradução Bianca Santana, Daniela Silva e Laura Folgueira. Versão em Português: Instituto Educadigital.

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Comentários:

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Edify Education

Wed Jun 10

É verdade Stella! Esse é um bom caminho para nos reinventarmos e encontrar novos caminhos educacionais, não acha? ?

Stella Rabahi

Fri May 29

Artigo muito bom! Realmente precisamos ser mais abertos aos pensamentos, sugestões e alternativas para soluções de problemas, além de sermos reflexivos

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