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Como implementar a Educação 4.0 em sala de aula?

  • Bilinguismo

Se você um dia teve dificuldade em entender alguma tecnologia e alguém mais novo lhe ensinou como usá-la, você não está sozinho. O mundo da informação está vivendo a mais intensa puberdade: muitas mudanças estão acontecendo numa velocidade exponencial, e elas afetam cada parte de nós. Estamos crescendo e ficando mais fortes, ágeis e espertos.

O 4.0 refere-se ao momento no qual a Internet entrou na Indústria com força total, gerando uma quarta Revolução Industrial, após a máquina a vapor, a linha de produção e o computador. A conectividade abriu caminho para trabalho remoto, transformou pequenas empresas em negócios de alcance global e gerou um hackeamento até mesmo dos modelos de negócio e – como era de se esperar – de aprendizado.

O que é Educação 4.0?

É aí que entra a Educação 4.0: o ensino, a partilha de conhecimento do professor com os alunos e o treinamento padronizado de pessoas não parece mais suprir as necessidades do mundo real. Ao mesmo tempo, o modelo no qual instituições educacionais estão fundadas ainda segue as características de uma linha de produção, com salas de aula abarrotadas de alunos sentados em filas pacientemente recebendo conhecimento para reproduzi-lo numa prova. 

Surge a necessidade de cidadãos capazes de serem criativos, de pensarem por si e de terem a competência e a capacidade de analisar situações e resolver problemas conforme eles aparecem. Isso fica ainda mais claro quando se pensa em empregos que não existiam a pouco mais de uma década – como Data Scientist ou Gerenciador de Redes Sociais – e que não tiveram e espaço dentro da educação formal antes de surgirem. A missão do momento atual da educação é justamente essa: preparar para um futuro que ainda não chegou.

Internet e Futuro

Não vivemos mais em um mundo onde a informação está presa nas mãos de uma elite feita de poucos e/ou poderosos. A realidade é que existe uma abundância de informação que foi democratizada e popularizada. Isso se reflete na sala de aula, onde o professor não se encontra mais na posição de detentor do conhecimento.

Isso não quer dizer que professores deixarão de existir ou que robôs tomarão as escolas para ensinar, muito pelo contrário: a necessidade da profissão continuará a existir, mas suas características viverão grande e constante mudança.

Esse perfil não se encaixa somente no profissional da educação. A previsão é de que boa parte dos empregos que as crianças terão ainda não existem e que um pouco menos da metade dos cargos atuais deixarão de existir como são. Empregos que têm maiores níveis de automatização – repetição de atividades que exigem pouca adaptabilidade – provavelmente serão os primeiros. 

Preparando para o futuro

Então, como se equipar para um futuro tão cheio de mudanças ainda desconhecidas? Com uma educação que prepara para dinamismo e inovação constantes. Assim, para uma educação para o futuro, precisamos pensar em alguns passos básicos que irão garantir que a tecnologia na educação não seja um problema mas sim um norte que servirá de guia. 

Nesse aspecto, o aprendizado precisa ser personalizado, oferecer uma escolha aos alunos e ter a liberdade de acontecer em diversos lugares. Pensando nos modelos educacionais atuais, destacam-se as plataformas virtuais que envolvem o uso de machine learning e inteligência artificial nas escolas. Entretanto, há de se concordar que poucos dos materiais e recursos oferecem realmente a possibilidade de escolha, personalização e liberdade para os alunos.

Outra chave essencial para o futuro dentro da educação e das tecnologias educacionais é o uso de metodologias ativas e da abordagem de projetos, ambos parte essencial do trabalho dentro das escolas parceiras do Edify.

O aprendizado por meio de experiências e da resolução de problemas, bases fortes da metodologia de projetos, enriquece o aprendizado e equipa o aluno com as ferramentas necessárias para colaborar, inovar e pensar criticamente em outras situações futuras. Assim, se mostra como uma das formas de ensaio para o dinamismo e a inovação que estão por vir, ainda mais quando inclui uso de tecnologia educacional.

Todos concordamos que mudanças nunca são fáceis. Por definição, é uma ruptura do que é antigo e a chegada de algo desconhecido que vem carregado de incertezas. Porém, fechar-se para as mudanças não é a resposta, muito pelo contrário: abraçá-las e renovar-se com elas é o caminho. Como educadores, nosso dever é receber a Educação 4.0 de braços abertos para encarar o que virá junto, adaptando-se e aprendendo juntos para construirmos um futuro melhor.


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