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Imagem em desenho de uma criança segurando um globo e vários objetos ao seu redor

Metodologias Ativas para uma educação inovadora

Sabemos que as metodologias ativas têm transformado a maneira como as práticas pedagógicas estão sendo aplicadas atualmente. Vários documentos e estudos que regem o ensino contribuem para que estratégias sejam traçadas visando melhor aproveitamento e incentivo de métodos de ensino-aprendizagem em que os aprendizes são os protagonistas.

Elas são responsáveis por estimularem e proverem todas as ferramentas necessárias para que os próprios estudantes possam criar autonomia, desenvolvendo sensos de iniciativa, pensamento crítico e capacidade de resolução de problemas.

Nesse novo formato, os professores assumem papéis de coadjuvantes na construção de novas formas de aquisição de conhecimento. Veja como essa abordagem se utiliza de estudos do psiquiatra e estudioso norte-americano William Glasser nessa nova jornada educacional e quais são os reflexos na escola como instituição de ensino.

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O que são metodologias ativas?

Uma boa definição para o que é uma metodologia ativa de ensino seria como um novo caminho para alcançar níveis mais complexos e aprofundados de conhecimento, ao mesmo tempo em que acontece o trabalho do aspecto socioemocional de maneira completa e mais emancipada.

Essa estratégia de ensino busca envolver mais os alunos e torná-los mais participantes, trabalhando o currículo em etapas e propondo situações reais em que os próprios discentes, tendo os professores como tutores, irão trabalhar ativamente na resolução do que lhes é apresentado. Isso pode acontecer por meio de práticas, pesquisas ou discussões em grupo, assemelhando-se à maiêutica socrática:

“A ênfase na palavra ativa precisa estar associada à aprendizagem reflexiva, para tornar visíveis os processos, os conhecimentos e as competências do que estamos aprendendo com cada atividade. Ensinar e aprender tornam-se fascinantes quando se convertem em processos de pesquisa constantes, de questionamento, de criação, de experimentação, de reflexão e compartilhamento crescentes em áreas do conhecimento mais amplas e em níveis cada vez mais profundos.”. BACICH, 2018.

No Brasil, esse movimento começou a tomar força quando a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) sugeriu que fossem implementadas formas de ensino que coloquem os discentes no papel de principais agentes nas descobertas e caminhadas do desenvolvimento das suas competências e habilidades.

Mas o que é a BNCC e qual a sua finalidade?

Base Nacional Comum Curricular é definida pelo Ministério da Educação (MEC) como sendo um documento “de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica”.

Em outras palavras, a BNCC é o documento norteador dos conhecimentos considerados relevantes e imprescindíveis para a formação e o desenvolvimento dos estudantes na Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.

O documento tem como objetivo assegurar que todos os estudantes brasileiros, independentemente do estado em que vivam ou da escola em que estudem, tenham acesso aos conhecimentos fundamentais concernentes às etapas da educação básica e desenvolvam 10 competências gerais.

Cinco metodologias ativas e a pirâmide de aprendizagem de Glasser

O trabalho da aprendizagem ativa pode ser feito por meio de abordagens diferentes, que trazem jornadas e meios alternativos que se adaptam à realidade de cada aluno e também exploram diversas perspectivas. Um de seus ávidos estudiosos e contribuintes foi William Glasser, criador da pirâmide de aprendizagem.

Com o aporte teórico de seus estudos, o pesquisador de educação e comportamento concluiu que, quando expostos aos métodos que incluem o aluno como responsável por suas conjecturas e descobertas, com auxílio e direcionamento de tutores, a aprendizagem se torna muito produtiva. Baseado em seus resultados, criou uma pirâmide que pode ser resumida do seguinte modo:

  • 10% com leitura;
  • 20% com escrita;
  • 50% com observação e ouvindo;
  • 70% com discussão sobre os tópicos;
  • 80% com prática;
  • 95% ensinando a outras pessoas.

Portanto, quando é inserida uma metodologia ativa de ensino no cotidiano escolar, pode-se aproveitar muito mais os momentos em sala de aula. Pois, ao dinamizar o ensino, os alunos se sentem mais engajados e propensos a participar das tarefas propostas pelos professores.

Agora, conheça um pouco mais sobre algumas metodologias ativas e as práticas mais comuns utilizadas nas escolas atualmente.

1. Aprendizagem baseada em problema

Com problematização e busca de soluções, as crianças são convidadas a atuar na resolução de desafios apresentados pelos professores. Essa atividade pode ser feita em grupos e de forma individual, desenvolvendo o pensamento analítico e a capacidade de ouvir e compartilhar ideias com um objetivo em comum.

Nessa técnica, os docentes assumem o papel de tutores, acompanhando os processos quase que como um espectador, enquanto os estudantes desbravam novos modos de encontrar informações. Assim, o problema a ser sanado se torna um elemento que instiga e motiva os participantes, o que gera resultados maiores na autonomia das crianças e dos adolescentes.

2. Estudo de caso

Com origem na prática citada anteriormente, essa alternativa explora situações e problemas do mundo real com o intuito de preparar os estudantes para lidar com eventos parecidos fora do contexto escolar. Dessa forma, as crianças são estimuladas a investigar acontecimentos mais palpáveis e complexos.

3. Aprendizagem Baseada em Projeto

Na Aprendizagem Baseada em Projetos, a ABP (em inglês PBL, Project Based Learning), o convite é voltado para a investigação e o desenvolvimento de perfis mais críticos de modo colaborativo. Frequentemente aliada à tecnologia, a criação de ambientes que promovem o letramento midiático leva à fruição e ao aprendizado de várias áreas, um exemplo é o programa To Hack, que trabalha a Língua Inglesa com ênfase na programação.

Por meio dos projetos, os recursos disponibilizados são inúmeros e podem ser adaptados ao plano pedagógico, tornando a aquisição de informações muito mais fluida e criativa. Nesse cenário, o papel do professor é dar feedbacks que mostrem a evolução dos estudantes, apontando os acertos e erros para melhor aproveitamento.

4. Aprendizagem entre Pares ou Times

Team Based Learning (TBL), ou Peer Instruction (PI) promove o trabalho entre pares ou times, que acontece quando grupos são formados para facilitar o estudo em conjunto. Isso amplia as perspectivas e os resultados obtidos, além de familiarizar os participantes com os conceitos de coparticipação.

Por conta da sua versatilidade de aplicações, essa técnica pode ser usada em conjunto com as mencionadas anteriormente, como os projetos e os estudos de caso. Isso faz com que o senso de partilha de informações seja mais aprofundado e reforça os tópicos levantados por Glasser, como a aprendizagem por meio do ensino. Ao mesmo tempo, estimula a compreensão e a discussão de ideias que possam divergir.

5. Sala de aula invertida

Sendo uma das propostas de ensino do futuro, a sala de aula invertida consiste em oferecer ambientes de ensino fora da sala, seja no contraturno ou em casa, disponibilizando meios virtuais como alternativa ao método expositivo. Após a inserção do ensino híbrido, essa forma de aprendizagem ativa atua como meio de aproximação da escola com os pais, que têm mais acesso ao que os filhos estão estudando, por exemplo.

Como produto desse esforço, tem-se a chance de enriquecer o plano de aula com elementos que conversem com o conteúdo e despertem o interesse dos discentes. Isso pode ser feito através de jogos, incluindo a gamificação, de textos interativos, de imagens e muitos outros formatos.

Como empreender e inovar no contexto escolar com metodologias ativas?

Se sua escola já possui o programa bilíngue Edify, o uso das metodologias ativas para uma educação inovadora é algo natural, pois a nossa proposta pedagógica é baseada na abordagem de projetos.

Nela, a Língua Inglesa não é apenas um componente curricular a ser estudado durante a educação básica, mas é utilizada como um meio de empoderamento do estudante no desenvolvimento de projetos por meio da construção de conhecimentos e saberes visando solucionar problemas cotidianos.

Para cada série escolar, existe um tema de projeto diferente a ser desenvolvido, baseado nas habilidades e competências sugeridas pela BNCC. Cada kit de projeto contém as orientações necessárias para que os professores possam facilitar a aprendizagem e o envolvimento dos estudantes durante a elaboração dos projetos.

Os projetos possuem foco na produção oral dos educandos. Por meio deles, os discentes assumem o papel de protagonistas da aprendizagem e podem trabalhar de forma colaborativa, autônoma e de maneira interdisciplinar. Dentre os mais variados temas de projetos, conheça dois que viabilizarão aos estudantes a oportunidade de empreender e inovar.

Budget Wise: foco em planejamento financeiro

Aborda a importância do planejamento financeiro. Os alunos são apresentados a estratégias para o gerenciamento de recursos e são convidados a refletir sobre a necessidade ou não de gastar. O objetivo é que eles aprendam a controlar seus impulsos de comprar algum produto ao se depararem com ele, adquirindo maior paciência para criar estratégias (pessoais e comunitárias) que viabilizem a concretização de objetivos.

Make it Better: foco em competências sociais

Promove o melhor da aprendizagem experimental, estágios, educação cívica, voluntariado e serviço comunitário. Os estudantes, desde o início, são convidados a se envolverem em um projeto de prestação de serviço, aprendendo a como usar ferramentas de gerenciamento de vida aplicadas às situações reais.

Eles aprendem a identificar um problema, a trabalhar colaborativamente para criar soluções, a elaborar planos de ação e a implementar suas ideias. Esses conceitos podem ser facilmente aplicados com uma mudança na mentalidade nas práticas pedagógicas existentes, o que auxilia os alunos a desenvolverem as habilidades e competências necessárias.

Agora ficou mais claro o que são as metodologias ativas, suas formas de implementação e uma oportunidade de aplicá-las em sua escola? Se você se interessou em ter o que há de mais moderno no ensino de língua inglesa na sua escolacom um programa bilíngue alinhado com a BNCC, entre em contato com a equipe Edify. Descubra como podemos lhe ajudar a capacitar seus alunos e professores a terem um programa bilíngue que vai muito além das aulas de inglês.

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Referências Bibliográficas

BERBEL, Neusi Aparecida Navas. As metodologias ativas e a promoção da autonomia de estudantes. Semina: Ciências sociais e humanas, v. 32, n. 1, p. 25-40, 2011.

CATALANI, Cesar; VELASCO, Patrícia Del Nero. A MAIÊUTICA SOCRÁTICA E O PROFESSOR LIPMANIANO: UMA RELAÇÃO POSSÍVEL?. Meridiano 47-Journal of Global Studies, n. 22, p. 2-23, 2014.

MORAN, José. Metodologias ativas para uma aprendizagem mais profunda. Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, p. 02-25, 2018.

BACICH, Lilian; MORAN, José (org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018.

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