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Adolescente em cima de livros do Novo Ensino Médio. Cores predominantes: azul claro e azul escuro.

Novo Ensino Médio: 7 perguntas e respostas mais frequentes

  • Gestão Escolar

A discussão sobre o Novo Ensino Médio não é novidade: a proposta foi aprovada em 2017 e o prazo de implementação das novas regras foi definido para março de 2022. Ou seja: não dá mais para fugir, chegou a hora de adequar a sua instituição de ensino a este novo modelo. Mas, calma! Nós estamos aqui para ajudar.

O Edify sabe que mesmo que o assunto não seja uma notícia recente, é comum que os gestores escolares ainda tenham muitas dúvidas quanto às mudanças que precisam ser implementadas em 2022.

Sendo assim, se você não sabe por onde começar, não se preocupe, neste artigo responderemos às 7 perguntas mais frequentes sobre o Novo Ensino Médio para que o processo ocorra da forma mais prática e eficiente possível. Vai dar tudo certo! Leia até o final e tire todas as suas dúvidas.

1. Afinal, o que mudou no Novo Ensino Médio?

O Novo Ensino Médio busca colocar o estudante como protagonista do próprio desenvolvimento escolar e profissional, dando aos alunos mais oportunidades de engajamento nas decisões relacionadas às suas trilhas de aprendizado.

Para isso, o programa reestrutura essa etapa da educação básica em duas frentes principais: na ampliação do tempo mínimo dos estudantes na escola e na organização curricular, tendo como norte a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Agora, além de uma formação geral básica, os alunos do ensino médio contarão também com uma formação flexível — os itinerários formativos.

2. E como fica a carga horária?

Ao pensar na carga horária do Novo Ensino Médio, é imprescindível ter em mente que o total de horas — que agora é de 3 mil — deve ser dividido entre a formação geral básica e os itinerários formativos.

Sendo assim, serão 1.800 horas dedicadas às áreas de conhecimento definidas pela BNCC e as 1.200 restantes aos itinerários formativos. No entanto, os últimos podem ser flexíveis e fica a cargo da instituição decidir a divisão ao longo dos três anos, como é possível verificar nos exemplos abaixo.

3. O que muda na grade curricular do Novo Ensino Médio?

Conforme já explicamos aqui no blog do Edify, a BNCC abandona a ideia de disciplinas e adota um novo conceito, o de habilidades e competências por áreas de conhecimento. O documento define 4 áreas: Linguagens e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas.

O objetivo das áreas de conhecimento é integrar dois ou mais componentes do currículo escolar, fortalecendo a relação entre eles. Assim, o estudante é capaz de ampliar o leque de recursos para a resolução de problemas mais complexos e de refletir sobre a aplicação dos conhecimentos adquiridos na vida prática.

Com exceção de Língua Portuguesa e Matemática, que devem ser ministradas nos 3 anos do Novo Ensino Médio, as instituições de ensino ficam livres para adaptar os conteúdos que já ministram ao novo formato, desde que contemplem as competências específicas de cada uma das 4 áreas de conhecimento:

  • Linguagens: Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Artes e Educação Física
  • Ciências da Natureza: Biologia, Física e Química
  • Ciências Humanas e Sociais Aplicada: Filosofia, Geografia, História e Sociologia
  • Matemática

E, é claro, acrescentam-se a esse percurso os itinerários formativos, a grande aposta do Novo Ensino Médio.

4. O que são itinerários formativos?

Os itinerários formativos são a parte flexível do Novo Ensino Médio. Seu objetivo é ampliar e aprofundar conteúdos de uma ou mais áreas de conhecimento da formação geral básica que sejam de interesse do estudante. Eles também abrem espaço para Formação Técnica e Profissional.

Por meio dos itinerários formativos, os alunos do Novo Ensino Médio poderão traçar o caminho que desejam seguir no futuro, seja ele acadêmico, técnico ou empreendedor. A proposição e execução dos itinerários formativos fica a cargo de cada instituição de ensino e deve ser um grande ponto de atenção dos gestores.

Os itinerários precisam se enquadrar em um dos quatro eixos estruturantes: Investigação Científica, Mediação e Intervenção Sociocultural, Processos Criativos e Empreendedorismo, mas o formato em que serão ministrados é livre. 
Assim, delineá-los é um desafio para educadores e gestores, mas pode ser, também, uma oportunidade para inovar as práticas de ensino e atrair novos alunos para a instituição. Por isso, nós acreditamos que a sua escola pode aproveitar a mudança no Ensino Médio para se destacar no mercado.

5. Matérias de Ciências Humanas e Sociais deixarão de ser obrigatórias no Novo Ensino Médio?

Um dos maiores receios de profissionais da área de Educação, gestores institucionais e da sociedade em geral é o impacto do Novo Ensino Médio nas Ciências Humanas e Sociais. No entanto, diferentemente do que muitos assumem, disciplinas como História e Sociologia não ficarão de fora da grade curricular obrigatória.

Filosofia, Geografia, História e Sociologia fazem parte da área de conhecimentos de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas e seus conteúdos devem ser ministrados normalmente no Novo Ensino Médio. Isso fica ainda mais claro nas Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio (DCNEM/2018), que determinam os estudos e práticas de:

  • história do Brasil e do mundo, levando em conta as contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro, especialmente das matrizes indígena, africana e europeia;
  • história e cultura afro-brasileira e indígena, em especial nos estudos de arte e de literatura e história brasileiras; e
  • sociologia e filosofia.

6. E o ENEM, vai mudar?

É provável que o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) também não escape de mudanças. Além de se basear nas 4 áreas de conhecimento da BNCC, o exame pode passar a abordar, também, o conteúdo dos itinerários formativos do currículo flexível do Novo Ensino Médio.

No entanto, ainda não há consenso sobre a cobrança de conteúdos dos itinerários formativos, já que não haverá um parâmetro nacional comum para avaliá-los. Ainda assim, a previsão é de que o ENEM alinhado ao Novo Ensino Médio comece a ser aplicado a partir de 2024.

7. Como o corpo docente deve se adaptar a essa nova realidade?

As mudanças impostas pelo Novo Ensino Médio podem, inicialmente, trazer um grande impacto para o corpo docente. Isso porque os professores, hoje, são formados em licenciaturas divididas por disciplinas únicas, mas o novo formato de Ensino Médio demandará o ensino por áreas de conhecimento que integram uma ou mais delas.

O maior desafio para os educadores poderá ser trabalhar de maneira interdisciplinar, mas sem deixar de lado especificidades essenciais a cada disciplina. Assim, a escola tem papel fundamental na condução dos docentes nessa transição, disponibilizando materiais auxiliares e investindo em formações. A Frente de Currículo e Novo Ensino Médio indica alguns caminhos, como a realização de estudos e diagnósticos.

Construir os Itinerários Formativos também é um desafio à parte, já que demanda, em alguns casos, a criação de uma metodologia do zero. Um bom começo pode ser identificar a disciplina norteadora daquela trilha de aprendizado e escolher um profissional dessa área para liderar o time que vai desenhar o itinerário. Um mentor Edify e um programa estruturado de treinamento e formação podem ser uma mão na roda nessa hora!

Agora que você já tirou as suas principais dúvidas sobre o Novo Ensino Médio, certamente já se sente mais preparado para enfrentar esse novo desafio na Educação. Que bom! E lembre-se: se precisar de ajuda, conte sempre com o Edify.

Para mais sugestões sobre como lidar com todos os desafios da implantação do Novo Ensino Médio, confira o nosso post “Novo Ensino Médio e BNCC: os desafios da vez para a educação”.

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