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projeto ods nas escolas

O que é um projeto ODS nas escolas e seu papel na Educação Infantil

Quando surge a proposta de trabalhar projetos sustentáveis para escolas, muitas vezes surgem as dúvidas: como realizar sua implantação de forma adequada e como incluir os ODS nessa prática. A sigla representa os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, compostos por 169 ações diferentes que fazem parte da Agenda 2030, um compromisso firmado pelos países participantes das Nações Unidas.

Por serem parte das demandas mais emergentes na comunidade educacional, ter um bom entendimento e repertório de atividades que apliquem esses conceitos é fundamental. Na educação, principalmente na infantil, mostra-se necessário o trabalho de tópicos que discutam o bem-estar da humanidade e do planeta.

Atualmente, muitas abordagens técnicas têm sido estudadas e implementadas com o objetivo de construir experiências de aprendizado que tenham caráter plural e formador e que contribuam para a formação plena dos estudantes. Muitas delas tendem a ser alinhadas aos documentos de cooperação internacional, assim como os esforços propostos pela ONU.

Entre as demandas mais emergentes na sociedade atual está a questão da sustentabilidade. Por conta disso, é cada vez mais imperativo que a equipe pedagógica, juntamente com os professores, esteja preparada para adicionar essa temática no currículo escolar com estratégias eficazes e que surtam o efeito esperado.

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Continue lendo para entender como a educação pode se beneficiar da inclusão de projetos ODS nas escolas.

Quais são os ODS propostos pela ONU?

Para que haja a concretização dos objetivos apresentados no documento, primeiramente, é necessário se apropriar do que é tratado nele. Criados no ano de 2015 durante a Cúpula das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, os objetivos traçados vieram como uma maneira de orientar a criação e manutenção de políticas voltadas a diferentes esferas sociais.

Por serem integradas, todas as métricas visam um trabalho unificado que busca, de forma geral, o fim da pobreza, a proteção do planeta e, ainda, garantir que haja paz e prosperidade para toda a população mundial até 2030, como prevê a Agenda para o mesmo ano. Para tanto, as diretrizes são formadas por 17 objetivos integrados que exploram diversos aspectos sociais e ambientais em todas as áreas relevantes. Eles são:

  • Erradicação da pobreza;
  • Fome zero e agricultura sustentável;
  • Boa saúde e bem-estar;
  • Educação de qualidade;
  • Igualdade de gênero;
  • Água limpa e saneamento;
  • Energia acessível e limpa;
  • Emprego digno e crescimento econômico;
  • Indústria, inovação e infraestrutura;
  • Redução das desigualdades;
  • Cidades e comunidades sustentáveis;
  • Consumo e produção responsáveis;
  • Ação contra a mudança global do clima;
  • Vida na água;
  • Vida terrestre;
  • Paz, justiça e instituições eficazes;
  • Parcerias e meios de implementação.

Na educação, o impacto dessas atividades engloba o progresso mental e moral dos estudantes, o que contribui para que diversas habilidades sejam acrescidas ao acervo de conhecimento de cada criança. Além disso, professores e escolas têm a chance de estreitar os laços com a comunidade ao seu redor.

Por que aplicar os ODS no contexto educacional?

Quem trabalha com a docência nos primeiros anos sabe que esse período tem grande importância na formação de adultos saudáveis. É nessa janela em que as experiências e descobertas moldam toda percepção, reação e interação. Portanto, os estímulos oferecidos nessa fase são de altíssima relevância e devem ser considerados.

Ainda, as últimas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, ou DCNEIs, sugerem que a função sociopolítica e pedagógica da EI (Educação Infantil) deve “construir novas formas de sociabilidade e de subjetividade comprometidas com a ludicidade, a democracia, a sustentabilidade do planeta e com o rompimento de relações de dominação etária, socioeconômica, étnico-racial, de gênero, regional, linguística e religiosa”. Ou seja, os ODS e a educação precisam caminhar lado a lado.

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Como trabalhar os ODS na escola?

Algumas das sugestões de atividades para trabalhar sustentabilidade na escola é começar a introduzir o assunto por meio de recursos e metodologias ativas que tragam inovação e interesse nas crianças. Isso pode ser feito com práticas simples e que se adaptam muito bem ao currículo comum.

Bons exemplos são a inserção do contato com a natureza por meio de exercícios em que os professores atuam como mediadores da criança. Assim é possível fortalecer o vínculo dos alunos com o meio ambiente e inserir conceitos que tornem a escola um espaço que propicie intervenções positivas ao abordar assuntos variados.

É possível, de maneiras simples e repletas de ludicidade, abordar o assunto de forma integrada com o ambiente estudantil. Além de serem de fácil assimilação, com essas ações, cria-se a oportunidade de que isso se transforme em parte integrante dos valores e da cultura da instituição. Algumas ideias são:

  • Desenvolver ações que eduquem e promovam a participação na seleção e descarte correto dos materiais recicláveis conforme suas categorias;
  • Promover e conscientizar sobre a importância do consumo inteligente de recursos não-renováveis, como a água;
  • Reutilização da água para limpeza de espaços comuns da escola;
  • Fazer o uso de menos papel ou reaproveitamento de objetos para finalidades lúdicas, como construção de brinquedos com plástico e outro materiais;
  • Criação de uma horta cuidada pelas crianças e consumo desses alimentos, estreitando os laços entre os estudantes, a natureza e a origem da comida;
  • Plantio de mudas de flores, árvores e outras plantas na escola ou em outros lugares, como parques, isso ajuda a aumentar o senso de responsabilidade ecológica.

É importante que, ao aplicar tarefas como as citadas acima, a escola seja movida a participar como promotora e incubadora de ideias que os próprios alunos possam apresentar. Colocando-os como agentes da mudança, o papel que lhes é atribuído influencia na formação de laços ao mesmo tempo em que reforça as noções de cidadania.

Língua Inglesa e sustentabilidade: inove na sala de aula

Outra boa ideia é a introdução de tarefas lúdicas nas aulas de Inglês, como as disponíveis no site Go Goals e no World’s Largest Lesson, criados para fornecer recursos aos professores. Esse movimento só é possível porque esses objetivos são globais e se aplicam a todas as nações, já que envolvem o lar que dividimos enquanto humanidade.

As equipes pedagógicas, ao lado dos docentes, podem e devem se aproveitar dessa temática na construção de aulas de inglês que instiguem ainda mais a participação dos alunos. Colocar os estudantes como protagonistas e agentes da mudança lhes dá oportunidades de criarem e interagirem com o mundo.

Órgãos como a UNICEF, com a plataforma Kid Power, proporcionam uma infinidade de materiais internacionais que se encaixam muito bem no que já é desenvolvido nas escolas brasileiras atualmente, como a reciclagem, a conscientização sobre consumo de plástico e a redução do gasto de água.

Esse tópico e, acima de tudo, o esforço global devem ser explorados em toda a sua potencialidade dentro do âmbito escolar, por serem algo que impacta grandemente a sociedade sem distinção geográfica, de raça, credo ou qualquer outro aspecto da natureza humana. Ou seja, saber como trabalhar a Agenda 2030 envolve saber como trabalhar a sustentabilidade e o ser.

Uma escola que pensa no futuro oferece as ferramentas necessárias aos seus alunos na busca e construção de um planeta com mais equidade, cooperação e harmonia.

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Referências Bibliográficas

RAMBO, Graciele Cristiane; VON BORSTEL ROESLER, Marli Renate. Vivência com a natureza no ambiente escolar na primeira infância e sua relevância para construção do respeito e cuidados com o meio ambiente. Revista Brasileira de Educação Ambiental (RevBEA), v. 14, n. 1, p. 111-131, 2019.

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