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Temas para trabalhar na escola em 2022: Guerra na Ucrânia e mais!

O ano de 2022 chegou trazendo eventos de grande magnitude, como o retorno oficial das atividades escolares após o início da pandemia, a guerra entre os russos e ucranianos e outros eventos. Trabalhar esses temas no contexto escolar é de grande importância para a formação de cidadãos críticos e participativos no mundo.

Preparar a sua escola para que sejam trabalhados temas atuais abre espaço para inovações metodológicas e interdisciplinaridade, estimulando um processo de ensino-aprendizagem mais plural e completo. Utilizando as estratégias corretas, o resultado são estudantes capacitados e autônomos.

Conheça alguns dos temas a serem discutidos durante esse ano letivo, com eventos significativos e que permeiam o cotidiano de todos inseridos na sociedade. Confira!

Temas para trabalhar em 2022: um ano de eventos de impacto

Mais do que qualquer coisa, as redes sociais são veículos poderosos na disseminação de informações, verdadeiras ou não, sobre quaisquer assuntos, incluindo tópicos considerados desagradáveis, como o confronto que vem acontecendo na Europa Oriental.

Portanto, o papel da escola é fornecer um espaço que proporcione o diálogo com os alunos para que eles tenham uma visão crítica e elaborada sobre os tópicos que se apresentam diante deles. Nesse sentido, fica evidente a importância da escola na implementação de estudos sobre letramento midiático, a fim de que os estudantes sejam capazes de identificar fake news por conta própria e por meio do conhecimento adquirido.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estipula que os temas contemporâneos transversais devem fazer parte do planejamento escolar com o compromisso de que “a construção da cidadania pede necessariamente uma prática educacional voltada para a compreensão da realidade social…” ¹(BRASIL, 1997, p. 15). Tendo isso em mente, iremos nos debruçar sobre os temas que se encaixam nessa premissa para o ano letivo vigente, que são:

  • guerra na Ucrânia e outros conflitos armados;
  • política: eleições presidenciais no Brasil e no mundo;
  • copa do mundo e a importância do esporte;
  • o “novo normal”: convivendo com a pandemia;
  • o metaverso e novas tecnologias.

Cada uma dessas temáticas têm suas particularidades e devem ser tratadas pela equipe pedagógica como tal. E com a união dos professores de cada área é possível desenvolver cada um deles de forma primorosa e muito frutífera. A seguir, conheça detalhes sobre cada tópico e como adicioná-los ao currículo escolar de forma eficaz.

1. Guerra na Ucrânia e outros conflitos armados

Falar sobre a hostilidade de países no contexto atual pode não ser uma tarefa fácil. Em nossa newsletter, falamos sobre o quanto é importante fornecerferramentas que permitam que os alunos processem as informações de forma calma e orientada quando se introduz um assunto tão complexo emocionalmente.

Para além da preparação para provas, é importante oferecer um acolhimento tratando das questões vindas dos estudantes para que eles tenham acesso ao tópico de maneira mais cuidadosa e embasada na verdade. Isso fomenta a construção da cidadania e visão de mundo, com sujeitos críticos e pensantes.

Fala-se muito sobre como tratar de assuntos potencialmente difíceis e como abordá-los em sala de aula. Um artigo que trata dessa questão foi publicado no portal online da Harvard Business Publishing e trouxe a experiência da professora e pesquisadora Alexandra Sedlovskaya que diz que, o papel dos professores e coordenadores pedagógicos é “Ensinar como pensar e não o que pensar”, retomando o pensamento sobre fornecer os instrumentos corretos.

2. Política: eleições presidenciais no Brasil e no mundo

Desde o ano passado, as eleições presidenciais em países da América e Europa têm movimentado as relações internacionais. A atual polarização política fez com que educar para a democracia se tornasse ainda mais relevante e essencial. Pois, somente com uma sociedade interessada e capaz de agir politicamente pelo bem de todos é que teremos a manutenção dos nossos direitos e evoluiremos enquanto organismo coletivo.

Sendo assim, incluir essa temática no currículo escolar é mais do que imprescindível. A educação política é um instrumento de transformação social que permite que os alunos possam questionar sua realidade e os fatos que os cercam, fomentando a tomada de decisão desses indivíduos.

Vale ressaltar que, assim como citado pela professora Sedlovskaya, a escola não deve, de forma alguma, moldar o pensamento crítico dos alunos, e sim apresentar-lhes ferramentas que possibilitem a criação de suas próprias ideias e opiniões. Por meio do ensino, a criança ou adolescente desenvolverá técnicas que os preparam para duvidar, pesquisar e formar suas hipóteses individualmente e nunca sob influência.

3. Copa do Mundo e a importância do esporte

Mais do que um esporte, o futebol é uma expressão de brasilidade. E a Copa do Mundo é um evento capaz de integrar disciplinas e cativar as crianças e adolescentes e instigá-los a participar das atividades. As possibilidades são diversas e facilitam a integração da comunidade escolar, trabalhando a socialização, raciocínio lógico e desenvolvimento das capacidades motoras.

O objetivo dessa inclusão é explorar um tema de interesse geral e explorar as oportunidades de promoção de culturas diferentes, além de ser um ponto de destaque no que tange à popularização e democratização do esporte que é a marca registrada do nosso país.

4. O “novo normal”: convivendo com a pandemia

A sociedade mudou seus padrões de comportamento como um todo depois do surgimento da pandemia da Covid-19. E o impacto dessas mudanças pode ser medido em todos nós. Por isso, a atenção dada a população mais jovem deve ser ainda maior. Como navegar socialmente depois de tanto tempo em distanciamento?

O papel da escola é explorar o tema em suas nuances e oferecer aos alunos o necessário para navegar nessa nova rotina e configuração que muitos deles nem ao menos haviam vivenciado ainda. Ou, no caso dos adolescentes, que tiveram a transição para o Ensino Médio em um contexto de isolamento e caos no sistema de saúde. A escola é o primeiro lugar de convívio social após tanto tempo em reclusão, portanto, deve usar disso a seu favor.

5. O metaverso e novas tecnologias

O metaverso é um conceito relativamente antigo, datado em 1992 por meio da publicação Snow Cash do autor Neal Stephensonque e cada vez mais tem gerado interessados no assunto. Estando muito presente nos jogos virtuais, esse novo universo não se atem somente ao campo dos games. O metaverso se popularizou ao redor do mundo por ser uma tecnologia que oferece a oportunidade de viver uma “outra vida”.

Grandes empresas têm apostado nessa ideia e isso tem impulsionado o mercado digital. E com a crescente integração das tecnologias no ambiente escolar, não há como se manter atualizado no assunto sem abordar o metaverso.

Além disso, a realidade virtual e aumentada juntamente com as criptomoedas, já são partes integrantes do dia a dia de adultos e crianças. Portanto, uma escola bem preparada está em sintonia com os avanços tecnológicos e investe em projetos que exploram esse universo que está sempre em expansão.

Esse é mais um dos motivos que justificam a importância de aprender inglês no ambiente escolar. Dessa forma, ao conhecer e se familiarizar com a língua, há uma prática integrada que torna o processo de ensino-aprendizagem mais fluido e coeso.

Os efeitos disso podem ser vistos na quebra de barreias e aumento das possibilidades quando se fala em contato com diferentes culturas. Por meio do domínio da língua aliada à tecnologia na educação, o aluno se torna capaz de interagir e transformar sua realidade, podendo se comunicar e acessar fontes de conhecimento mais variadas, interativas e dinâmicas.

O papel da interdisciplinaridade na aplicação dos temas

A maneira mais eficaz de aplicar esses temas sempre será por meio de trabalho em conjunto dos professores de diferentes competências e disciplinas. Pois todas as sugestões acima são permeadas por características de diversas áreas que se complementam. Um bom exemplo é o futebol, que vai muito além do esporte com questões geopolíticas e históricas.

Historicamente, o foco do ensino de língua inglesa no nosso país eram os aspectos linguísticos, nada mais do que o ensino da língua apenas como uma finalidade. Contudo, documentos como a BNCC, ressignificaram essa prática e deram novas abordagens ao aprendizado, como as possibilidades de interdisciplinaridade.

Esse conceito pode ser definido como as intersecção entre disciplinas, permitindo que os alunos desenvolvam uma visão mais vasta dos conteúdos. Dessa forma, deixa-se de lado a antiga noção de ensino fragmentado, trazendo mais de uma perspectiva e abordagem sobre o mesmo tópico. Os benefícios disso se convertem em:

  • maior interesse dos estudantes no processo educacional;
  • conscientização sobre a globalização;
  • aprendizagem mais contextualizada e prática;
  • maior participação e aprendizado de forma ativa;
  • revisão de conceitos por meio de diferentes óticas e
  • encorajamento do pensamento crítico.

O papel da língua como instrumento de aquisição de conhecimento pode ser aplicado a qualquer assunto ou disciplina, tornando muito fácil implantar projetos que abarquem diversos aspectos de cada ideia. Pois, a língua estrangeira perpassa óticas históricas, geográficas e antropológicas. Veja como incentivar a interdisciplinaridade na sua escola e trace estratégias efetivas para o ano letivo de 2022.

E se você gostou desse conteúdo, confira o nosso e-book sobre a metodologia CLIL e aprenda sobre o ensino bilíngue aliado a conteúdos integrados. Vamos juntos construir um futuro promissor para nossas crianças.

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¹ BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. MEC, 2017. Brasília, DF, 2017. Disponível em <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/download-da-bncc/>.

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