Tendências Educacionais para a próxima década
Educação
qua dez 23
Marcela Nesello
Marcela Nesello

Marcela Nesello

Graduada em Letras pela Universidade de Caxias do Sul e Mestre em Linguística Aplicada pela PUCRS. Com 18 anos de experiência na área de Educação Bilíngue, atua como Coordenadora Pedagógica no Edify. Foi Teaching Assistant da Fulbright (FLTA), tendo, assim, lecionado Língua Portuguesa em nível universitário nos EUA. Possui a certificação internacional CPE e é membro do Braz-TESOL. É apaixonada por viagens, livros e filmes de suspense e musicais da Broadway.

Marcela Nesello

Tendências Educacionais para a próxima década

No presente momento, o Brasil vive uma grande fase de transição na Educação. Além da BNCC, temos o Novo Ensino Médio chegando com força e a regulamentação de escolas bilíngues no país. Isso sem falar, é claro, das mudanças trazidas pela pandemia, que não serão abandonadas depois que esse período passar. Considerando tudo isso, o que precisamos saber para preparar nossas escolas para a próxima década? Que assuntos serão falados pelos especialistas em Educação? Discutimos abaixo as maiores tendências educacionais do momento, que irão impactar a atração de alunos para a instituição, a estrutura da escola, a contratação e formação dos professores, os eventos avaliativos, a relação família-escola e, principalmente, o processo de aprendizagem do aluno.

1.Metodologias Ativas serão a forma como as aulas serão ministradas

Aulas completamente expositivas, em que o professor explica e o aluno copia o conteúdo e faz exercícios, não serão mais aceitas como o principal formato das aulas oferecidas pela escola. Na verdade, a chegada da BNCC em 2017 (com adições e ajustes chegando nos anos seguintes) já estabeleceu que o país passaria a oferecer uma educação baseada em competências e habilidades, e não puramente conteudista. Assim sendo, a abolição da aula estritamente expositiva já está acontecendo. A Abordagem Baseada em Projetos, a Gamificação, o Design Thinking, a cultura Maker, o Ensino Híbrido, entre outros, serão as metodologias que irão despertar o interesse do aluno e propiciarão que ele seja o centro de seu aprendizado, garantindo um aluno apto a viver no mundo que está sendo construído.

2.A tecnologia veio para ficar

Durante a pandemia, observamos um movimento muito interessante nas escolas: a implementação de recursos tecnológicos e busca por inovação técnica, mesmo por parte das escolas que ainda apresentavam resistência a isso por algum motivo. E essa tendência veio para ficar. Sabemos que a inovação pode ter muitos formatos e cores, mas o uso da tecnologia na educação já nos provou que há múltiplos benefícios para a comunicação com as famílias e para o aprendizado do aluno. Além de garantir o engajamento do aluno, ele também abre portas para a aplicação das Metodologias Ativas, gerando, assim, uma aula muito mais participativa e dinâmica.

3.A escola explorará novos espaços

Dar uma aula mais ativa e centrada no aluno também significa explorar melhor os espaços da escola e criar outros novos.  O formato da sala de aula tradicional onde cada aluno senta em classes individuais por longos períodos de tempo também está caindo em desuso, dando espaço para a colaboração entre estudantes, para a vivência de experiências reais por meio de projetos e para a exploração do meio físico e digital. Com isso, é importante que a escola invista em ambientes variados, como espaços para contação de histórias, salas no estilo lounge onde o aluno senta no chão ou em pufes e trabalha à vontade, salas Maker, salas com grandes mesas para trabalho em grupo, salas com ilhas de computadores, laboratórios dos mais variados tipos, espaços para programação e robótica, brinquedotecas etc.

4.A diferença entre avaliar e dar nota ficará cada vez mais clara

Quando falamos sobre avaliação, é quase que automático que pensemos em provas e trabalhos. Ocorre, no entanto, que quando oportunizamos ao nosso aluno o desenvolvimento de competências e habilidades, trabalhamos com ele de forma holística. Não faria sentido, portanto, avaliá-lo somente de forma conteudista. Desse modo, a diferença entre avaliar e dar nota ficará cada vez mais clara. Avaliar é um processo longo e complexo, que inicia no primeiro dia de aula e acompanha o aluno durante o ano todo. Envolve não só a observação constante do professor, mas a autorreflexão do aluno sobre seu próprio processo de aprendizagem. É guiar o aluno no processo de aprender a aprender. É desenvolver a autonomia do estudante para que ele seja capaz de agir em qualquer contexto. Tornar o aprendizado visível ao aluno por meio de portfolios e outras atividades é, assim, crucial para que o processo seja efetivo. O envolvimento das famílias também é essencial, já que o sucesso escolar da criança não depende apenas da escola. Com todos esses aspectos a serem considerados, vemos que dar nota é apenas uma parte de um composto de ações que visam a formação integral do estudante.

5.A Educação Bilíngue ganhará lugar de destaque

Recentemente, o Conselho Nacional de Educação (CNE) divulgou as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Bilíngue, documento que no momento se encontra com o Ministério da Educação (MEC) para homologação. Nele, encontramos a regulamentação da Educação Bilíngue no país, algo que era extremamente necessário considerando que as escolas já vinham adotando programas como o Edify há alguns anos. Com o foco na Educação Bilíngue, estão batendo à nossa porta inúmeras oportunidades de desenvolvimento, além de ela ser um imenso diferencial para a escola que a oferece. Alguns benefícios que a Educação Bilíngue traz com ela são um maior estímulo cognitivo para os alunos, um caminho mais fácil para a implementação da interdisciplinaridade na escola, um intenso trabalho socioemocional, um ambiente que valoriza e estimula a diversidade e a construção de um enorme repertório cultural.

Descubra as tendências educacionais para a próxima década nesse e-book elaborado pela Carol Sanches

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