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Quais as vantagens de aprender inglês dentro da escola?

  • Bilinguismo

Aprender inglês no contexto atual é de extrema importância e necessidade porque ele é o principal idioma usado nas transações comerciais, na propagação de diferentes culturas, além de ser a língua mais utilizada para a divulgação de pesquisas científicas. A língua inglesa é a mais falada do mundo se somarmos os falantes nativos e os falantes que precisam do idioma como uma língua adicional para viabilizar diferentes tarefas cotidianas. As vantagens de aprender inglês dentro da escola, ambiente de introdução do cidadão na sociedade, torna-se essencial diante de toda essa realidade.

Por que a língua inglesa é tão importante?

Estimativas apontam que uma em cada cinco pessoas no mundo fala ou possui algum conhecimento a respeito da língua inglesa. No total, são mais de 500 milhões de pessoas falando inglês. É o idioma das viagens e o meio que vai possibilitar nossa comunicação com o mundo. Sem contar que a língua inglesa está presente em nosso cotidiano por meio de vários vocábulos que usamos no dia a dia: e-mail, fast-food, jeans, design, home office, notebook, internet, windows. Não dá para ter dúvidas que existe uma grande influência em nossa vida e cultura cotidianas.

Qual é a realidade da língua inglesa no Brasil?

Segundo a pesquisa intitulada “Demandas de Aprendizagem de Inglês no Brasil” realizada pelo Instituto Data Popular e pelo British Council – orgão internacional do Reino Unido voltado à educação e à cultura – 5,1% da população de 16 anos ou mais afirma possuir algum conhecimento do idioma inglês. De acordo com a pesquisa, a “falta de um ensino básico de qualidade, somada ao baixo acesso a cursos privados de inglês, faz com que o mercado de trabalho tenha dificuldade em encontrar profissionais com proficiência na língua”.

Recentemente temos presenciado inúmeras discussões a respeito do ensino bilíngue e o seu papel no contexto educacional brasileiro. Devido a crescente oferta de programas bilíngues por diversas empresas educacionais, o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) acerca das Diretrizes Nacionais Curriculares para o ensino bilíngue traz uma regulamentação para este crescente mercado de soluções bilíngues.

Quais são as vantagens de se aprender inglês na escola?

Estudar inglês na escola ao invés dos tradicionais cursos de idioma traz muitas diferenças para o aprendizado. Existem inúmeras vantagens de se estudar inglês na escola por meio da adoção de nosso programa bilíngue, dentre elas, destacarei algumas a seguir:

  • Carga horária estendida na grade curricular ou no contraturno (três, cinco ou até dez aulas semanais) porque entendemos que quanto maior o tempo de exposição ao idioma, mais rápido será para o aprendiz adquirir fluência em língua inglesa. Vale ressaltar que o parecer do CNE indica que o mínimo de 3h de aulas semanais deve ser utilizado pelas escolas para a educação bilíngue;
  • Ensino de língua inglesa com foco centrado no aluno e com uma abordagem comunicativa visando o desenvolvimento de habilidades linguísticas nos alunos com enfoque na comunicação oral;
  • Aprendizagem de língua inglesa baseada em projetos em que os aprendizes serão convidados a se tornarem agentes de sua própria aprendizagem, usando a língua adicional como um meio para a busca coletiva de soluções para as problemáticas apresentadas em sala de aula; 
  • Planejamento integrado de língua e conteúdo para auxiliar o processo de aprendizagem em língua inglesa dentro do ambiente escolar com temas que convidam os alunos a se engajarem nas discussões usando a língua como meio para interação social;
  • Os professores que trabalharão com nosso programa bilíngue recebem formação inicial e continuada dos mentores pedagógicos durante todo o ano letivo recebendo orientação e suporte necessários para que possam tomar decisões pedagógicas visando a excelência da qualidade de ensino;
  • A comodidade para mães, pais e responsáveis em ter um ensino de qualidade do inglês na escola já que os alunos não precisarão se deslocar para outro ambiente e terão acesso a um programa bilíngue com materiais didáticos premiados internacionalmente produzidos por nossa editora que atua há mais de 86 anos no mercado brasileiro com profundo conhecimento da realidade educacional brasileira;

Apesar de muitos avanços acerca dos benefícios de uma educação bilíngue nas escolas, presenciamos também o surgimento de algumas dúvidas e mitos por parte da comunidade escolar em relação a este novo processo cognitivo. Portanto, apresento a vocês, alguns mitos e verdades que permeiam o universo da educação bilíngue de suas crianças:

1. Aprender uma língua adicional (espanhol, francês, inglês) na infância atrapalha o rendimento escolar da criança.

Há diversos estudos que já comprovaram as vantagens cognitivas de aprendizes bilíngues. Uma delas é que ambas as línguas permanecem sempre ativas no cérebro dos falantes. O córtex frontal que está localizado na parte da frente do cérebro é uma das últimas áreas a serem desenvolvidas, por volta dos 25 anos de idade, e é uma das primeiras a desacelerar com o envelhecimento. O córtex é responsável pelo sistema de controle executivo, o qual regula e realiza tarefas simultâneas, por exemplo. Além do mais, pesquisadores como Bialystok, Craik e Luk (2012) apontam que o cérebro de falantes bilíngues apresenta um atraso maior no surgimento de sintomas de demência em comparação com falantes monolíngues.

2. Aprender dois idiomas atrapalha o desenvolvimento cognitivo da criança.

Estudar dois idiomas simultaneamente possibilita que a criança seja capaz de organizar e sistematizar as estruturas linguísticas de ambas as línguas e fazer uso delas com excelente propósito comunicativo, mesmo que as línguas possuam estruturas linguísticas distintas, como é o caso do inglês e português. É interessante salientar que durante esse processo de aquisição, especialmente no início, a criança pode estar falando em português, e no meio da frase fazer uso de uma palavra em língua inglesa, por exemplo. Esta troca de vocábulos acontece tanto com crianças quanto com adultos e não significa que um idioma está atrapalhando o outro, apenas que o falante fez uso de uma palavra ou estrutura com a qual está mais confortável no momento da fala.

3. Usamos somente 10% da nossa capacidade cerebral.

Antigamente acreditava-se que usávamos apenas uma pequena parte de nossa capacidade cerebral. Entretanto, estudiosos como Lent (2008) recentemente provaram que nosso cérebro é capaz e aprender durante toda nossa existência através de um processo conhecido como neuroplasticidade, ou seja, a capacidade de mudar e realizar conexões devido às nossas experiências pessoais, sociais, físicas e emocionais. 

4. Somente as crianças possuem a capacidade para se tornarem bilíngues.

Antigamente pensava-se que somente o cérebro de crianças possuía a capacidade de se tornar bilíngue. Porém, é fundamental salientar que tanto crianças quanto adultos possuem potencial para se tornarem bilíngues. Vale a pena mencionar que crianças possuem maior facilidade de aprendizagem de novos idiomas por conta do excesso de sinapses – capacidade que o cérebro possui de fazer novas ligações entre os neurônios, processo este conhecido como plasticidade cerebral. Sem mencionar o fato de que a criança se arrisca com mais facilidade devido a uma menor quantidade filtros sociais se compararmos com adultos. 

Como vocês puderam perceber, a educação bilíngue traz diversos benefícios para a vida de suas filhas e filhos. São inegáveis as vantagens de se aprender um idioma adicional desde cedo. Por isso, convido vocês a participarem desta viagem rumo ao processo de aquisição de uma língua adicional de nossas crianças. Será uma aventura prazerosa, desafiadora e recheada de bons momentos que impactarão a vida pessoal e social de seus filhos através de experiências cognitivas e culturais enriquecedoras que ajudarão na formação acadêmica e pessoal deles. 

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Referências

BIALYSTOK, E; CRAIK, FI; LUK G. Bilingualism: consequences for mind and brain. Trends Cogn Sci. 2012;16(4):240–250. doi:10.1016/j.tics.2012.03.001.LENT, R. Neurociência da mente e do comportamento. São Paulo: Guanabara Koogan, 2008.

LENT, R. Neurociência da mente e do comportamento. São Paulo: Guanabara Koogan, 2008.

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